Mais de 90% dos incêndios em SP são causados por ações humanas, revelam dados alarmantes sobre os incêndios florestais.

 

Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), os incêndios florestais em São Paulo são provocados principalmente por ações humanas evitáveis, como incêndios criminosos causados pelo uso indevido de balões, fogo utilizado em atividades agropecuárias, bitucas de cigarro descartadas de forma inadequada e vandalismo. Esses incêndios não apenas causam danos ambientais, mas também representam um risco para a segurança, uma vez que a fumaça prejudica a visibilidade nas estradas, aumentando o risco de acidentes.

No último ano, mais de 90% dos focos de incêndio foram causados por ações humanas, resultando na queima de mais de 7 mil hectares de vegetação. Dentre esses, 738 hectares foram afetados dentro das Unidades de Conservação (UCs), representando uma redução de 79% em relação a 2021, quando mais de 15 mil hectares foram atingidos. Os outros 6.422 hectares foram afetados nas áreas de amortecimento.

Além dos prejuízos ambientais, os incêndios florestais afetam a fauna e flora, aumentam a poluição do ar, prejudicam a fertilidade do solo, oferecem riscos de queimaduras e acidentes com vítimas, além de causarem problemas de saúde na população.

Com o objetivo de prevenir e combater os incêndios florestais, o Estado de São Paulo tem investido em ações nesse sentido. A Operação SP Sem Fogo, por exemplo, está recebendo um investimento de R$ 97 milhões neste ano. Rafael Frigerio, Coordenador de Fiscalização e Biodiversidade da Semil, destaca a importância de uma rede integrada de informações e iniciativas para enfrentar essa ameaça e mitigar os efeitos negativos do fogo nas matas nativas e áreas protegidas.

Participação direta da população é fundamental para evitar a propagação de incêndios em áreas verdes durante a estiagem. Pensando nisso, o Governo de São Paulo está intensificando os alertas em áreas de grande circulação de pessoas, como terminais de transporte público, rodovias e unidades do Poupatempo, além de campanhas em veículos de comunicação e internet.

Algumas medidas de prevenção incluem evitar o descarte inadequado de bitucas de cigarro, principalmente em rodovias e áreas vegetadas. É importante conscientizar as pessoas sobre os riscos desse tipo de ação e incentivar o uso de cinzeiros ou recipientes adequados para o descarte.

Também é recomendado evitar a realização de fogueiras e queima de lixo, pois as fagulhas podem se espalhar facilmente com o vento, aumentando o risco de propagação das chamas. É essencial adotar métodos seguros para a eliminação do lixo e buscar alternativas adequadas para aquecimento e entretenimento.

Vale ressaltar que soltar balões é um crime que representa riscos significativos. Além de causar incêndios em residências, indústrias e florestas, também podem colocar em perigo a segurança de aviões com passageiros.

Para quem reside em áreas rurais, é aconselhável manter o terreno limpo e livre de materiais inflamáveis, uma medida preventiva que contribui para reduzir o risco de incêndio nas proximidades e proteger tanto o próprio terreno quanto a comunidade local.

A denúncia desempenha um papel importante no controle e preservação ambiental, auxiliando os órgãos responsáveis na redução, combate e prevenção de infrações contra o meio ambiente. Em São Paulo, as queixas relacionadas a crimes ambientais são registradas e monitoradas por um sistema integrado das Secretarias do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e Segurança Pública (SSP).

Para registrar uma denúncia, é necessário fornecer dados pessoais, como nome, telefone, e-mail e endereço. A identidade do denunciante é mantida em sigilo pelo Estado. As queixas podem ser formalizadas por meio do aplicativo Denúncia Ambiente, disponível para Android e iOS, pelo site http://denuncia.sigam.sp.gov.br/ ou diretamente à Polícia Militar Ambiental e ao Corpo de Bombeiros pelos telefones 190 e 193.

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