Ministério da Saúde solicita à Fiocruz a produção de 600 mil testes moleculares de diagnóstico de dengue

A preocupação com a proliferação da dengue no Brasil tem levado o Ministério da Saúde a buscar alternativas para conter o avanço da doença. Conforme anúncio feito nesta quinta-feira (8), a Fiocruz será responsável por ampliar a produção de testes para detecção da dengue, com a entrega de 600 mil testes moleculares de diagnóstico (RT-PCR) da doença.

Esta ação surge como uma resposta à necessidade de fortalecer o diagnóstico preciso e ágil, permitindo uma resposta eficaz diante das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, conforme destacou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. A produção adicional de testes busca contribuir para a saúde pública nacional, fortalecendo a capacidade do sistema de saúde para lidar com a demanda crescente causada pela dengue.

Além dos 300 mil testes já previstos para serem entregues ao longo do ano, outros 300 mil testes emergenciais serão oferecidos ainda nos primeiros meses do ano. A previsão é de que os primeiros testes sejam entregues já nas próximas semanas, o que é um avanço importante diante do aumento dos casos de dengue.

Os testes de detecção de dengue produzidos pela Fiocruz permitem confirmar se a infecção é causada por dengue, zika ou chikungunya e identificar o sorotipo (1, 2, 3 e 4), em caso de confirmação de dengue. Essa diferenciação é fundamental para garantir o tratamento adequado a cada paciente.

A iniciativa da Fiocruz vem em um momento em que cresce a preocupação com a dengue no país, e a previsão é que os testes desenvolvidos pela fundação irão contribuir significativamente para o controle da doença. Paralelamente a isso, outro esforço importante no combate à dengue é a vacinação, que será direcionada, inicialmente, para crianças de 10 a 11 anos.

Dessa forma, tanto a ampliação da produção de testes de detecção quanto a vacinação das crianças representam ações importantes para enfrentar o avanço da dengue no país. Com essas medidas, o Ministério da Saúde espera fortalecer a capacidade do sistema de saúde para lidar com essa realidade e melhorar a resposta às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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