Comissão de Defesa da Democracia discute impacto da inteligência artificial nas eleições em audiência pública.

Na última quarta-feira (12), a Comissão de Defesa da Democracia (CDD) realizou uma importante audiência pública para discutir o papel da inteligência artificial (IA) nas eleições que ocorrerão este ano. O procurador-geral da União, Marcelo Eugênio, foi um dos participantes do evento e enfatizou a necessidade das plataformas online assumirem a responsabilidade pela moderação dos conteúdos veiculados.

Durante a audiência, o procurador destacou que as plataformas digitais devem tomar a frente no combate à disseminação de informações falsas e conteúdos prejudiciais, que podem interferir de forma significativa no processo democrático. Eugênio ressaltou que é fundamental que as empresas que atuam nesse setor assumam um papel de protagonismo na garantia de eleições livres e justas.

Outra participante da audiência foi a senadora Teresa Leitão (PT-PE), que compartilhou sua experiência de ser vítima da inteligência artificial durante as últimas eleições. Segundo a senadora, sua voz foi utilizada de forma fraudulenta para declarar apoio a candidatos de oposição, o que gerou confusão e desinformação entre os eleitores.

Diante desse cenário preocupante, os participantes da audiência concordaram que é necessário estabelecer mecanismos mais robustos de regulação e fiscalização do uso da inteligência artificial nas eleições, a fim de garantir a transparência e integridade do processo eleitoral. Além disso, ressaltaram a importância da conscientização da população sobre os riscos e armadilhas que a manipulação de informações digitais pode representar.

Em suma, a audiência pública promovida pela Comissão de Defesa da Democracia foi fundamental para alertar e debater os impactos da inteligência artificial nas eleições, reforçando a necessidade de ações preventivas e regulatórias para proteger a democracia e a soberania popular.

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