Senador critica falta de responsabilidade do Congresso com as contas públicas e autonomia do Banco Central

O senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, fez um pronunciamento contundente no Plenário do Senado nesta quarta-feira (19), chamando a atenção para a necessidade de o Congresso assumir a responsabilidade pelas decisões que afetam as contas públicas. Em seu discurso, ele criticou a falta de rigor na concessão de benefícios fiscais ao longo das últimas décadas, que resultaram em uma renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 615 bilhões.

Segundo Veneziano, muitas das políticas adotadas com a promessa de gerar empregos e eficiência não alcançaram os resultados esperados e acabaram prejudicando os cofres públicos. O senador ressaltou que, apesar de muitas dessas iniciativas terem sido aprovadas quase por unanimidade, faltou a responsabilidade de indicar as fontes de compensação para essas renúncias fiscais.

“É dever nosso levar em consideração tanto para agora, cuja solução cabe ao Senado Federal e ao Congresso Nacional, quanto para apontar e individualizar quais serão as fontes responsáveis por recompor esses valores”, afirmou Veneziano em seu discurso. Ele alertou que é importante evitar a repetição de iniciativas sem justificativas claras, caso contrário, estaríamos agindo contra os interesses nacionais.

Além disso, o senador também abordou a atuação de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, criticando a autonomia da instituição concedida durante o governo anterior. Veneziano destacou a preocupação com a postura do presidente do BC, que estaria se distanciando dos diálogos com o governo eleito pelo voto.

“Concordo plenamente com as falas que o presidente da República fez ontem, principalmente no tocante a dizer que é inconcebível que uma autoridade monetária esteja a fazer, nos subterfúgios das reuniões, uma sabotagem contra o nosso país”, ressaltou o senador em relação às declarações de Campos Neto.

A crítica de Veneziano Vital do Rêgo enfatiza a importância do debate responsável e da transparência nas decisões que impactam as finanças públicas, destacando a necessidade de medidas mais rigorosas e justificadas em prol do interesse nacional.

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