Estudo aponta que caminhar três vezes por semana ajuda no alívio da dor lombar e dobra o número de dias sem queixas.

Um estudo recente publicado na prestigiosa revista científica The Lancet revelou que a prática regular de caminhadas pode ser fundamental para aliviar a dor na região lombar. Realizada por pesquisadores das Universidades Macquarie e de Sydney, na Austrália, a pesquisa analisou os efeitos da caminhada em pacientes que sofrem com dores nas costas.

Os resultados do estudo surpreenderam até mesmo os pesquisadores, uma vez que a caminhada praticamente dobrou o número de dias sem queixas de dor nos pacientes que participaram do experimento. De acordo com Natasha Pocovi, pesquisadora da Universidade Macquarie e autora do estudo, a caminhada se mostrou uma alternativa mais acessível e democrática em comparação com outros exercícios físicos recomendados para o tratamento da condição.

O estudo recrutou 701 adultos que tinham recentemente experimentado episódios de dor na lombar e os dividiu aleatoriamente em dois grupos: um que realizou sessões de caminhada e outro que serviu como grupo de controle. Os participantes foram monitorados por um período que variou de um a três anos, e os resultados foram surpreendentes: aqueles que caminharam relataram, em média, o dobro de dias sem recorrência do problema em relação ao grupo de controle.

Segundo Mark Hancock, professor de Fisioterapia da Universidade Macquarie e autor do estudo, a caminhada é um exercício simples, de baixo custo e amplamente acessível, que pode ser praticado por praticamente qualquer pessoa, independentemente da idade ou condição socioeconômica. Ele ressalta que os benefícios da caminhada vão além do alívio da dor lombar, contribuindo para a saúde cardiovascular, densidade óssea, peso saudável e melhora da saúde mental.

Além disso, a prática da caminhada também se mostrou uma alternativa econômica, reduzindo a necessidade de procurar apoio de saúde e o tempo de afastamento do trabalho. Diante da alta prevalência da dor lombar em todo o mundo, as conclusões do estudo são importantes e têm o potencial de impactar positivamente a qualidade de vida de milhões de pessoas que sofrem com esse problema incapacitante.

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